terça-feira, 4 de dezembro de 2012
A gente só sabe a importância de um mecânico quando perde um amigo
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Carta para um, que cabe no bolso de todos
Por Juliana Ramiro
O meu imediatismo agrada, ou ao menos o contrário te irritava nas outras pessoas, que até hoje sonham com um dia, quem sabe, fazer alguma coisa da vida. Tens medo de arriscar, pois não se permite errar e, por isso, sempre optou por pessoas que tivesse nas mãos, fazendo algo pra isso ou não.
Agora o brinquedo é diferente, merece uma dedicação maior. A insegurança que deveria te deixar alerta, deixa-te acanhada. Afinal, não foi alguém com iniciativa que tanto quis para tua vida? Isso tem um preço. Tudo tem um preço.
Entendo que não saibas lidar comigo, com essa insegurança. Hoje te amo, no dia seguinte vou seguir amando, porém, tenho uma única vida para ser feliz e milhares de possibilidades de caminhos para buscar isso. Para que, afinal, ficar meio feliz esperando dias melhores? Já viveste a morte tão de perto e ainda não consegues compreender o imediatismo da vida.
Comigo não é acomodação, meio isso, meio aquilo, comigo é felicidade plena - pra nós. Sei que existirão dias ruins, dias bons, e frente a isso, no mínimo, espero que driblemos as dificuldades de forma maestral, num verdadeiro espetáculo.
Sim, como tu sempre dizes, eu gosto de palco, de ser observada, recordada, aplaudida... e não me conformo em viver na plateia da tua vida.
É esse, realmente, o espaço que mereço ou tens medo de me dar mais?
sábado, 27 de outubro de 2012
De Pai para Filho
Por Juliana Ramiro
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A tranquilidade sentimental gera agitação profissional
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Não sabia que a vida me traria o que jamais me deu...

Por Juliana Ramiro
Vontade de viver mais, viver tudo, viver cada instante como se fosse o primeiro. Deixei de gostar do desespero do último momento e, hoje, aprecio, a suavidade de um primeiro beijo, do nosso primeiro beijo.
Sempre achei que confortável era adjetivo de sofá e não de relacionamento. Hoje, sinto-me feliz e confortável nos teus braços. Tenho mudado. E essas mudanças não são fruto dos dias que passam pra mim, e sim dos dias que passamos.
Discordar e não fazer disso uma briga. Brigar e terminar a briga falando do quanto se ama e da saudade que se tem. Isso também é novo.
Estou diferente, todos percebem, e me olho no espelho e não mais, como sempre foi, lamento pelo que por ti me tornei. Só consigo agradecer por estar diferente e me sentir bem assim.
Eu, que sempre fui tão avessa a rotinas, adoro a rotina de te ter na minha vida, de passar o dia com a certeza de que em algum momento vou ter o teu sorriso. Gosto da água do lado da cama. Gosto das inúmeras conversas antes de dormir. Gosto da velinha do celular iluminando um pouco mais os teus olhos. Gosto da simplicidade de cada momento. Gosto de ler poesias antes de dormir. Gosto de viver numa eterna poesia contigo.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
DING-DONG: A CIDADE CHAMA

quinta-feira, 9 de agosto de 2012
O melhor do amor é o roxo que fica

terça-feira, 24 de julho de 2012
Alguém lindamente imperfeito como você
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Todas as cartas de amor são ridículas E DAÍ?
terça-feira, 19 de junho de 2012
Coisas que aprendi na vida
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Garrafas...
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Análise de um solteiro do dia dos namorados
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Um bom motivo
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Cada vez mais poeta
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Eu matei o amor
quarta-feira, 14 de março de 2012
Ahhh, Teresa!
Por Juliana Ramiro
Dia de chuva bate aquela melancolia e a nostalgia me assola. Gosto de lembrar o passado e utilizo meus livros para recordar minhas próprias histórias. Depois de assistir um pouco de TV resolvi sentar na frente da estante de livros e buscar nas minhas anotações e inúmeras páginas dobradas algo que já tivesse lido, gostado e que voltasse a conversar comigo. Entre os livros achei Teresa, de Manuel Bandeira.
Ahhh, Teresa, por muito tempo achei que não existiam pessoas como tu, ou que eu, infelizmente, nunca conseguiria me apaixonar por alguém assim. Para quem não conhece os versos de Teresa, aqui estão:
“A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna
Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)
Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.”
Para mim o difícil de ter uma Teresa sempre foi resistir os primeiros olhares. Perceber seus olhos velhos, suas pernas estúpidas e mesmo assim lhe dar tempo. Tempo para que pudesse misturar meu céu e minha terra, mexer nos meus sentidos, trazer-me a paz e, junto, uma história sobre águas claras e tranqüilas.
Sempre achei que para ser amor tinha que ser forte, avassalador, quente demais, dolorido demais, apaixonante demais. Mas só quando se dá espaço a uma verdadeira Teresa é que se descobre que a tranqüilidade e amor, na maioria das vezes, caminham juntos.
E se descobre que o amor nem sempre acontece quando pousamos nossos olhos sob a pessoa mais bela, a mais emocionante, a mais cheia de mistérios, a que nos tira mais do sério logo que a conhecemos. Pessoas assim, nas experiências que tive, mostraram-se Teresas ao contrário. Num primeiro momento, diante dos meus olhos pareciam anjos, seres de outro esfera, capaz de mexer com a terra, o céu, o ar, tudo. Num segundo momento, cometem um deslize que ainda não estamos aptos a perceber, pois ainda estamos sob o efeito do primeiro contato. Da terceira vez que estamos diante dessas falsas Teresas, seus olhos penetrantes e pernas celestiais dão espaço a atitudes estúpidas.
Não sei se todos concordam comigo, mas a vida me ensinou que mais vale darmos tempo a Teresas de olhos velhos e pernas estúpidas para que atinjam e deixem nosso coração em paz, do que apostar em falsas Teresas que nos cativam com a beleza porque por dentro não têm mais o que nos oferecer.
Saudações a todas as Teresas que existem no mundo. E aqueles que sabem apreciá-las.
* Texto lido no programa Eu tô falando de amor, da rádio 2 IGUAIS, dia 14/03
quinta-feira, 8 de março de 2012
Quem nunca amou ao menos uma mulher na vida?
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Você tem um bom plano?
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Com a mala pronta.
Mas vem cá, o que significa para você estar com a mala pronta? Quando era criança, uma mala pronta me deixava imensamente feliz. Minha família nunca fez grandes viagens, mas o pouco dinheiro que economizávamos o ano inteiro, passado o natal, garantia nossas malas prontas na frente da porta da sala: íamos veranear em Presidente, Mariluz, Imbé, Tramandaí. Certa vez fizemos as malas no inverno, naquele ano conheci a Serra Gaúcha e o Natal Luz. Meus olhos infantis nunca tinham presenciado tamanha iluminação e magia. Refizemos mais duas vezes o passeio, até o tempo regular minha retina e dar um banho de realidade na luz de Gramado e a deixar quase sem brilho.
Com uns seis anos, além das malas na porta, encontrei toda nossa mudança. Estávamos, eu, o Rafa e meus pais, indo para a casa da frente. Mais uma mudança feliz. Era uma casa maior, “de material” e eu teria um quarto só meu. Era o começo do meu mundo, do meu desejo de ter um pedaço de terra em que o que fosse dito por mim era lei. Nessa época comecei a aprontar malas menores para passar finais de semana na casa das tias, dos amigos, da vó. Lembro que a função de pensar em tudo que iria precisar e ter o cuidado de não deixar nada para trás, além de fazer caber o máximo no mínimo espaço me davam uma sensação muito especial.
Com 18 anos, outra vez vi as malas prontas na porta da frente. Dessa vez, não eram nossas, minhas, eram somente do pai. Meus pais estavam se separando e lembro que essa foi a primeira vez que malas prontas não me pareceram algo bom, não estava feliz, tive medo. Com o passo do tempo pude perceber que aquelas malas, na época, podiam ter sido arrumadas com certa tristeza de todos, mas que, sem dúvida, passado o susto, todos estávamos felizes e prontos para as próximas malas que vinham chegando.
No mesmo ano, aprontei minhas malas e dei início a realização do meu primeiro grande sonho, aquele que nasceu com o quarto só meu na casa nova. Estava indo morar em Porto Alegre. Num primeiro momento, a mãe veio comigo, para se certificar que ficaria tudo bem, que eu estava pronta para dominar meu território, administrar o tão sonhado espaço onde faria minhas leis. E por quase cinco anos, com altos e baixos e muito aprendizado, mantive o trono e o reinado. Nesses anos fiz as malas algumas vezes para conhecer outros lugares, países, pessoas.
E nesse tempo todo, a sensação de grande felicidade ao ver uma mala pronta fez parte de mim, dos meus sonhos de criança às minhas realizações de recém adulta. Hoje, finalmente consigo entender o que de fato significam malas prontas para mim. Elas são o sinal de uma mudança. Mudança de casa, de estado civil, de ares, de emprego, de vida.
Sou aquele tipo de pessoa que onde pára cria raízes. Não sei ser meio amiga, meio profissional, meio proprietária, meio amante. Sou aquele tipo de amiga que abre a casa, que considera irmão, defende, faz planos, sonha junto. Sou aquele tipo de profissional que tem a mesa repleta de badulaques, que faz da empresa uma espécie de lar, que constrói laços e se esforça sempre para realizar o trabalho cada dia diferente, diferentemente melhor. Sou aquele tipo de proprietária que mexe no bem, deixa-o com um jeito próprio, propriamente meu. Sou aquele tipo de amante que participa, ajuda, quer conhecer cada pedaço, surpreender, entender coisas que até mesmo o ser amado não compreendeu sobre si mesmo.
Enfim, sou do tipo que entra no jogo para jogar, que sugere fazer o pão e coloca a mão na massa. E as malas prontas? Para gente intensa feito eu, as malas prontas significam uma rápida e indolor retirada. O mundo gira e minhas malas estão sempre prontas para girar com ele, comigo. Posso me dizer fácil de criar raiz. E posso dizer que minhas malas prontas sempre me levaram para uma realidade mais feliz.














