quarta-feira, 14 de julho de 2010

Depoimento para um grande amigo...


Por Juliana Ramiro - 14/07/10

O Fá me conhece tanto que parece que nasci amiga dele. Como sempre me diz, ele é uma espécie de pai pra mim, daqueles que sabem o que é melhor pro filho e ficam torcendo pelo sucesso do piá. Ele é meu companheiro de comilanças, e o autor da maionese que mais amo. É, também, a minha dupla invicta em qualquer jogo – a gente nunca perde -, e minha dupla em transmissão de pensamentos. O Fá é o meu amigo pra TUDO. Falando apressadinho, um pouco desafinado, num tom conselheiro, ele sempre me ajuda, seja pra salvar uma piscina verde ou me salvar de mim mesma. Ele é o MEU “...”, o meu orgulho, o meu “ora ora” e daqui pra frente, uma das minhas maiores fontes de saudade.

“E voe por todo mar e volta aqui pro meu peito”

Ass. Chun-li chorrrrando

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ainda sou capaz de cometer uma loucura por mais um sorriso teu...


Por Dimi Aguiar

Transito entre os escombros daquilo que fomos
Hoje a saudade é uma aliada, pois é o que faz recordar teu
cheiro
É provável que nunca mais nos vejamos, mas disso eu ainda
não abri mão
Percorro pela tua casa, tua pele e teu sono com a mesma
intimidade de antes
Temo por minhas idéias, muitas vezes me desconheço
Os lugares pelos quais estivemos me são estranhos
Fico tentando salvar o que já se foi pelo mar
Pelo mar azul esverdeado, com coqueiros pela orla e o
cenário do melhor amor
A dúvida do que existiu
O sentimento sufocado entre letras e notas
A última canção
O último olhar
O último abraço que não existiu
Apenas o choro que não cessou
Morro de saudade das tuas mãos
E a vontade louca de te ter, de te entender e de voltar a
ser
As lembranças estão aqui em seus cantos a me perturbar
Tenho esperança da volta do teu desequilíbrio, do teu
desespero por mim
Estou entregue à paixão que um dia experimentei
Ainda sou capaz de cometer uma loucura por mais um sorriso
teu...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Se não há...





Juliana Ramiro (05/07/10)


Como a gente sabe que é a hora certa? Quando sabe que não ta misturando amizade com paixão? Onde encontrar a fórmula para dar certo? Sinceramente, não sei. Mas a médica-cantora Myllena, numa de suas canções, trouxe versos que me fizeram pensar por um novo ângulo.


“....Se não há
Lugar no mundo em que eu queira estar
Onde eu não veja esse teu olhar
Onde eu não seja o teu amor...”



Quando a gente começa a pensar assim se esquece de querer saber se é a hora certa. E o sentimento de amizade? Ele existe, mas o amor e a paixão se destacam, estão vivos. E a fórmula para dar certo passa a ser viver esse amor, apostar, arriscar-se. E aquele romance de novela, cheio de dramas, dores e assemelhados? Isso a gente já passou, agora vamos para a última e melhor parte: O FINAL FELIZ.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Tudo mais que certo



Juliana Ramiro (29/06/10)

Hoje, escrevo no meu blog para falar de um momento, aquele momento em que tudo parece dar mais que certo. Aquele momento em que a gente consegue organizar a vida, conquistar mais um emprego, ganhar uma geladeira novíssima, um aumento para concluir a faculdade e, ainda receber a notícias de que uma grande amiga está voltando de viagem para se formar junto, e um amigão está indo viajar porque passou no concurso que tanto queria.
Eu nunca acreditei muito em boas e más vibrações, nunca me achei sensível o bastante para identificar e selecionar estas vibrações num ambiente ou nas minhas companhias. Passei quase um semestre achando que estava tudo bem. E só agora consigo perceber que podia estar tudo muito melhor.
Sair com as pessoas certas, nos melhores ambientes, selecionar as tais vibrações, além de atrair a paz, a calmaria, atrai todas as coisas boas que não conseguiam chegar até mim, porque estavam bloqueadas por tanta negatividade. Quando falo em melhores ambientes não me refiro aos mais caros e sim aos bem frequentados.
Hoje, percebo que conviver com pessoas de sucesso atrai sucesso. Conviver com pessoas de valores incontestáveis é garantia de uma amizade sincera e duradoura. Agora, vejo com muita clareza que estar em bons ambientes e em ótima companhia atraiu tudo que conquistei em tão pouco tempo.
Esta postagem é para agradecer a todos os VERDADEIROS que estiveram do meu lado, pelas suas vibrações inconscientes e conscientes. Agradecer aos meus olhos que conseguiram olhar para OUTRA DIREÇÃO. E agradecer a vida, que dá o melhor para quem realmente MERECE.
FELICIDADE A TODOS OS MEUS!

terça-feira, 22 de junho de 2010

O Itororó faz parte da minha vida


Juliana Ramiro (junho/2008)


O Itororó faz parte da minha vida e, humildemente, posso dizer que minha existência contribuiu para a escola ser o que é hoje. As primeiras recordações que tenham são de quando eu tinha de três para quatro anos. Hoje, tenho quase 20. O prédio da escola era verde claro, o pátio de areia e a cerca de madeiras caídas.
Lembro que tinha uma horta no fundo do pátio, e alguns pés de bananeira. Tão plantadas na escola quanto os legumes da horta, Cilene Ramiro e Loiva Maria dos Santos, com a sineta em punho, coordenavam a entrada dos alunos.
Eu adorava a tal sineta. Ela ainda existe e é usada. Pensando agora, quantos dias fui para o Itororó, por que não tinha com quem ficar em casa, e me comportava bem em troca de alguns minutos chacoalhando a sineta da tia Loiva.
O Itororó, desde muito, é a segunda casa da minha mãe, Cilene. Por isso, acabei ganhando alguns tios e tias. Lá, coisa que não vi nas outras escolas que estudei, as pessoas são tratadas de maneira muito especial. O envolvimento de quem trabalha é além das 40, 20 horas estipuladas pelo Estado. Aquele papo de que no futuro não vão mais existir professores e escolas tradicionais, que será tudo pelo computador, parece-me absurdamente impróprio se tratando do Itororó. O bairro Ermo, a Vila Chega Mais ganham muito com a escola, que hoje já tem mais salas de aula, mais cimento do que areia, uma tela envolvendo o terreno e até a arte do grafite. Desconheço a existência de outra escola com tantos projetos envolvendo pais, alunos e professores.
Quando digo que faço parte da escola é por que passei minha vida toda andando por aqueles corredores. De início eu comia a merenda, entregava os bilhetes mimeografados. Depois, com o passo dos anos, fui vestindo mais a camisa. Fui professora voluntária de violão, montei grupo de canto, virei fotógrafa oficial, e, nas últimas formaturas, até arrisquei umas palavras como mestre de cerimônia. Mais, certamente, o que fiz de maior para o Itororó, foi entender e aceitar o envolvimento da minha mãe com as causas da escola. E, principalmente, entender que além do Rafael, eu tinha mais um bocado de irmãos que precisavam de muita atenção. Com a escola aprendi a dividir. Dividir a atenção da minha mãe, dividir meu tempo, achando horários para ajudar o Itororó.

I can't take my eyes off you



1- DISPARA O VÍDEO
2- COMEÇA A LER O TEXTO


Juliana Ramiro (22-06/10)

Hoje, ouvindo a música “The Blower’s Daughter”, de Damien Rice, tive uma vontade imensa de voltar a sentir algo que senti no passado. Não sei se para todo mundo é assim, mas o cantor, em cada palavra dita, traz-me um desespero apaixonado.
Um sentimento desses tão grandes que a gente não come, não trabalha, não faz nada direito só pensando na dona ou dono deste sentimento.
Um sentimento que a gente passa 24 horas lembrando dos pedacinhos daquela pessoa, de todos os detalhes, e vai despedaçando e compondo ela na cabeça.
Um sentimento que faz a gente precisar daquela pessoa como precisa de água, como precisa de ar, até muito mais do que a gente precisa dessas coisas.
Sentimento que faz a gente chorar de rir, chorar de saudade e chorar de chorar, porque nem tudo tem explicação, a gente fica emotivo e ponto.
Sentimento que nos faz escrever, e rabiscar num papel, e achar que nenhum escrito é bom o bastante para mandar, mas a gente manda mesmo assim, porque sente a necessidade de lembrar para aquela pessoa que a gente não se esquece dela por um segundo se quer, e que a gente tem medo de ser esquecido.
Um sentimento que nos faz correr para levantar da cama, e correr para o trabalho, e correr pela rua, até poder correr para os braços daquela pessoa de novo. A gente corre porque parece que o tempo tá correndo junto.
Um sentimento que nos faz perder a hora, perder a fórmula de como se respira, perder o tino, perder o prumo, perder-se num simples olhar.
Um sentimento que nos faz cantar no chuveiro, cantar no trabalho, cantar no carro, na rua, na frente do prédio daquela pessoa.
Sentimento que nos faz jogar tudo para o alto, mas nunca jogar o mais importante.
Sentimento que nos faz ouvir uma manhã inteira “The Blower’s Daughter” para ter um pedacinho dele de volta.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Tu...


Juliana Ramiro

Ainda pensas em mim?
Ainda achas que a gente não é pra agora?
Ainda julgas ser menos que eu?
Ainda indecisa?
Ainda analisas outras propostas?
Ainda em outro país?
Ainda com o mesmo sorriso?
Ainda com o mesmo gosto?
Ainda com a mesma cor?
Ainda com o mesmo cheiro?
Ainda com a mesma voz?
Ainda com os mesmos planos?
Ainda lembras dos nossos planos?
Ainda ligas com freqüência pra casa?
Ainda reclamas do próprio corpo?
Ainda usas aquele anel no dedo?

Eu ainda guardo teu anel comigo.
E ainda penso em ti.
E ainda preciso te ver.
E ainda te espero.

Os versos mais tristes


Juliana Ramiro (06/07/06)

Esses são os versos mais tristes que já escrevi
Do amor mais profundo que vivi
Do pesar mais difícil
Da solidão mais nostálgica
Da morte mais lenta

Esses são os versos mais tristes que já escrevi
Da abstração mais repugnante
Do sorriso mais imediato
Do sonho mais sonhado
Do coração mais destruído

Esses são os versos mais tristes que escrevi
Da canção que embala o nada
Da vibração que em pouco se acaba
Da eternidade que vira pó
Do sofrimento de um ser só

terça-feira, 15 de junho de 2010

Depois do você


Por Juliana Ramiro (01/08/06)

Depois de você as músicas me irritam
As palavras me cortam
As ruas andam maiores
Os prédios mais pesados
A cidade é o tédio

Depois de amar você as poesias não existem
Não há lugar mais triste do que eu
Depois de amar você nada é suportável
As paredes se tingiram de preto
O coração queima, arde, grita

Depois de ter você tudo parece mentira
Nada me atrai os olhos
Meu violão anda mudo
A cama é o lugar mais detestável
Depois de ter você eu vivo no escuro

terça-feira, 1 de junho de 2010

Não serei!


Juliana Ramiro (14/04/05)

Não serei como Marília
Que o tempo o amor desgastou
Estarei sempre na vigia
A espera ao que do amado restou

Não serei como Leonor de Mendonça
Que de amor morreu
Não acredito nesta grande mudança
Para um coração “ateu”

Não serei como Branca de Neve
Que dormia a espera do beijo
Certamente buscarei o que serve
Para contentar-me o desejo

Não serei como Capitu
Que dúvidas de fidelidade deixou
Dou-te a certeza que no coração
Terás sempre o lugar que habitou

O tempo consome a carne
Consome a externa riqueza
Se prometer me amar
Prometo te manter minha maior beleza

Não serei como muitas
Que das várias promessas só ficou o pó
Serei como poucas
Que pouco prometem, mas prometem a um só

segunda-feira, 31 de maio de 2010

E se este presente fosse a última noite do mundo?


Juliana Ramiro (2001)


Morrer, morrer projetando
Morrer amando, sonhando
Abandonar a vida
Sem nenhuma ferida

Abandonar meu rádio, o violão
Perder meus livros, a educação

Falar a todos a verdade
Sem nenhuma piedade
Dizer tudo que comigo guardo
Livrando-me deste grande fardo
Fardo de desilusão

Sinto-me um caminhão
Carregando a carga de ter nascido, crescido, vivido, sofrido, falado, sonhado,...
E enfim morrido

Ao leito de morte
Eu me sentiria enfim forte
Abandonaria meu fardo
E tudo por mim inventado
Seria um ser intocável
Frio e ao mesmo tempo, AMÁVEL.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Poder do Olhar


Juliana Ramiro (11/05/2004)

Nos teus olhos me tornei o que sou
No teu sorriso me senti um animal
Nos teus gestos, senti um “soco” que me derrubou da vida
E nos teus pensamentos me vi no fim

Por que me tratas assim?
Se me tratasse melhor
Eu conseguiria levantar
E rumaria a algum lugar

Teria um futuro à frente
Sem fome, sem sujeira
Teria casa, comida e mais alguns dentes

Sei que o que me tornei
É minha culpa
Mas preciso da tua ajuda
Podes me ajudar, eu sei

MUDE SIMPLESMENTE SEU MODO DE ME OLHAR!!!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Eu preciso e te quero!


Juliana Ramiro (18/02/06)

Eu preciso e te quero
Quero fechar teus olhos
Estremecer a tua boca
E no teu corpo,
Encontrar palavras doces
De um futuro incerto

Eu preciso e te quero
Quero entrar no teu mundo
Vasculhar as tuas fotos
Mexer no teu cabelo
Conhecer os jardins
Que habitam tua alma

Eu preciso e te quero
Quero ser a tua vida
Quero ser o teu remédio
A perdição e o socorro
O amor, a paixão e o mistério


Eu preciso e te quero!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Um pássaro



Por Juliana Ramiro (14/04/04)

Eu queria ser um pássaro
Pra voar quando meus braços pesassem
Eu rumaria ao norte
Sozinha, atrás de minha própria sorte

Enxergaria a tudo de cima
Veria o mundo em pedaços
E simplesmente abriria os braços
E rumaria ao norte

Viveria para minha existência
E no auge de tanta inocência
Rumaria ao norte
Sem me preocupar com a morte

A morte do sonho, da esperança
Vencidos pela ganância
De homens de “poucas fés”
Que neste dia, estariam abaixo de meus pés...

FRAUDE NO ENSINO


(Texto meu publicado no Jornal Folha Guaibense no ano de 2002)


*PROFESSOR – Aquele que professa ou ensina uma ciência, uma arte; mestre; homem perito ou muito hábil.


Esses são os significados da palavra professor encontrados no dicionário. Ao refletir sobre eles, sinto que estão perdendo o sentido, a verossimilhança.
Sou estudante de uma escola particular em Guaíba, onde efetuei minha matrícula na busca de um ensino qualificado, devido a “precariedade” do ensino público, onde há uma escasez de professores, e uma lotação de profissionais frustrados, vindos de outras áreas.
Ao entrar na escola particular, vi que fui enganada. Seria incorreto da minha parte generalizar e dizer que não tive alguns verdadeiros mestres, pois tive, a minha grande surpresa foi encontrar pessoas que eram pagas para serem professores, mestres, e não faziam seus papéis.
Neste momento meu passado veio a tona e vi minha mãe, professora do Estado, trabalhando três turnos, dois em sala de aula e um que ela dividia entre a família e o planejamento das próximas aulas.
Comecei a compará-la com estes “professores” e cheguei a triste conclusão que, perdi muitas vezes minha mãe para a arte de ensinar, a magia do aprendizado em vão, pois seus esforços eram valorizados de igual ou até inferior forma a falta de esforços destes que “rotulam-se” professores.
Realmente uma triste conclusão, pois sei que esse problema no ensino se espalha pelo Brasil inteiro, o grande menosprezo da classe dos professores, que pra mim são divisores de águas na vida e formação de um pessoa. Para se dizer um deles, não precisa uma “formação específica”, e talvez por esse motivo que meu, nosso ensino, é o que é.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Eternidade



Por Juliana Ramiro (09/12/2005)

Lendo uma crônica da Martha Medeiros, onde ela cria uma nova jura de amor na frente do padre na cerimônia de casamento, percebi como tenho medo dessa história de viver eternamente com a mesma pessoa. Sei que muitos vão descordar de mim, mas preciso atrair fiéis para minha defesa e, por isso, a defenderei até o fim deste texto.
Pra início de conversa, não acredito nessa história de amor eterno, ou de que o amor é cego, surdo e mudo. Primeiro, se o amor fosse eterno, quem ama deveria ser também, e não é. Segundo, o amor é abstrato sim, mas nunca vi uma pessoa amar outra que acha feia, por exemplo. Então o amor se materializa nos corpos, e por isso não pode ser eterno, já que ao longo dos anos, os quilos, as rugas, a gravidade, todas essas coisas se tornam inevitáveis. Hoje, amo um gato, sarado, engraçado, tudo de bom. Amanhã quando ele estiver barrigudo, cheio de manias, será que vou o amar ainda?!? Deixo a dúvida no ar. Amor cego, surdo e mudo??? Não, o que existe é gosto pra tudo, ou uma grande necessidade que nos faça ignorar essas coisas todas.
Mas uma questão a ser levantada, essa talvez seja bem pessoal. Agora que sou nova quando penso no futuro não consigo me imaginar dividindo minha vida inteira com a mesma pessoa, que não vai ser aquele príncipe que sonhei por muitos anos, longe disso. Imaginem, ter que acordar e sentir sempre o mesmo bafo, ver a mesma cara amassada. Nossa! Só de pensar já me arrepio toda. Haja amor pra me fazer suportar a eternidade.
Talvez os mais românticos se defendam dizendo que o amor com a convivência, supera todos esses obstáculos, pois é um sentimento puro, entre duas almas. Está bem, se fosse entre almas eu até que queria um “for ever”. Mas, nós sabemos, que esse negócio de almas cai por terra quando chegam as contas, o filho vai mal na escola, o ciúme bate na porta, a sogra faz visitas. Sem chance!
Muitas vezes, deparei-me com aquela história, se eu não disser pro meu namorado que quero passar a vida toda com ele, e que ele é o homem da minha vida, no mínimo vai dizer que sou uma insensível. Então, o que fazer??? Realmente concordo que quando estamos apaixonados nada nos tira da cabeça que dessa vez é pra vida toda. Foi, talvez, pensando que o grande Moraes escreveu aquela famosa frase: “...que seja eterno enquanto dure...”. Essas poucas palavras resolvem muitos problemas, e exprimem a minha verdade sobre o amor eterno. Enquanto vivo, eterno. No momento em que se acaba, surge uma nova eternidade.

Fazer aniversário...


Por Juliana Ramiro (20/8/2008)

Quando eu tinha uns 10 anos o que mais queria era ter 20, crescer. Sempre fui ansiosa, desde o primeiro ano do Ensino Médio já vinha pensando na minha faculdade, no que eu ia querer fazer para o resto da vida. Eu não mudei, ainda penso no que vou fazer nos anos que ainda me restam. Contudo, é inevitável ajustar a retina e começar a almejar coisas mais próximas.

Fazer aniversário depois dos 18 anos e da tão sonhada carteira de motorista tem outro sabor. Tudo que eu queria conquistar e que tinha idade certa para tanto eu consegui. Comecei a faculdade com 16 anos. Com 18, peguei minha permissão e comprei um carro. Com 19, vim morar na capital, no apartamento que pintei das cores que quis, comecei a trabalhar em dois veículos de comunicação, dei início aos meus projetos de “free lancer”, tornei-me jornalista antes mesmo de terminar a faculdade.

Conversando com amigos na semana do meu aniversário me dei conta que quis tanto tudo que tenho, fui tão objetiva nessas coisas que acabei deixando outras tantas para trás. Hoje, quem me conhece elogia minha maturidade. Aliás, quando falo quantos anos tenho causo espanto nas pessoas. Isso sempre me deixou com aquele ar de missão cumprida, todavia, neste mês de agosto comecei a divagar sobre o tema.

Tenho 20 anos e nunca fiz uma grande viagem, sempre estive estudando ou trabalhando muito. Aos poucos tive que abrir mão de esportes que adorava, deixei de jogar futebol com amigas, de tomar café na tia Lusa, almoçar todas as quartas na vó, de jogar sinuca num barzinho qualquer. 20 anos e nunca tomei um grande porre, briguei na rua, tive uma inimiga, quebrei o braço. 20 anos e ainda não dormi numa barraca com amigos, fiz uma fogueira e uma roda de violão na volta dela. 20 anos e, as vezes, pareço ter vindo dos 10 direto para os 20, acho que tem um filme com a mesma temática.

Todo texto tem algum propósito, isto aprendi neste pulo dos 10 aos 20. O tempo passou voando, fiz muita coisa, porém, nem tudo que queria - e que manda o manual da faixa etária em questão. Antes que eu chegue nos 40 com o mesmo sentimento de “não vivi tudo que precisava”, vou dar o pontapé inicial da minha adolescencia. Nunca é tarde para se ter 20 anos e ajustar o foco da nossa vida para o presente. Como minha mãe sempre diz: vamos viver o hoje.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O que me mata


Juliana Ramiro (30-05-09)

O que me mata são os dias que se arrastam
São teus lábios me dizendo que não é a hora
Que meu amor, se for amor, saberá esperar

O que me mata é olhar para teus olhos
E eles nunca olharem na minha direção
Nem uma brecha, nem um sinal, o sim

De resto, o que importa o quanto fui especial?
Eu queria o passado, o presente, e o futuro
E o que ouço: que não é a hora

Qual é a hora? Quanto ainda vou esperar?
O que me mata é saber que eu esperaria
E faria isso se me pedisses
Mas nem isso eu tenho

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Além da janela...


A distância matou a relação, mas deixou o sentimento
Hoje, o coração aperta, bate forte... por vezes se esquece
Os olhos procuram recortes de um tempo que já faz tempo
Falar teu nome é ainda viver um pouco mais da história
Sentimentos se esquecem de começar e esse não se acaba
Lembranças, presentes, frases ditas, frases feitas que nos unem
E esse continente que separa
A gente vive, segue, inventa uma parola
Mas às vezes é difícil olhar além da janela