quinta-feira, 28 de abril de 2011
A felicidade dança na minha sala
Por Juliana Ramiro
Gostaria de ter tido tempo para escrever antes no blog, mas ser feliz e me realizar profissionalmente têm me tomado um tempo danado. Se antes eu estava completa, agora além de completa estou certa, confiante, realizada e cheia de sonhos.
A vida é engraçada, porque a gente nunca pode ter tudo, embora eu seja daquele grupo de pessoas que tenta abraçar o mundo para não deixar passar nada. O mundo gira, e o meu parece uma roda de Fórmula 1, e quer saber, mesmo que eu tivesse um botão de pausa, um pedal de freio, não os usaria, não sei viver em câmera lenta, num ritmo arrastado. Ainda tenho tanto que quero fazer, que a vida, mesmo que eu ainda dure uns 80 anos, parece-me pequena diante dos meus sonhos.
Bom, mas o que estava falando mesmo era de perdas e ganhos. Ganhei tanto nos últimos meses. Um amor, uma visita, uma saudade, um passeio regado de emoções, parcerias e carinho, uma conversa importante, um novo plano, uma mudança próxima de casa, de cidade, de estado – estado local, civil, sentimental, profissional. E eu ainda quero mais, e tem mesmo muito por vir.
Nas perdas, acabou uma confiança, perdi uma companhia – alguém que queria mais tempo por perto. Perdi umas poucas lágrimas, que abandonaram meus olhos, também meu estado de fingimento, de fazer de conta que não me machuco, que não fico triste, que sou superior e quero sempre a felicidade de todos. Definitivamente não quero. Perdi a pose, mas me senti mais eu. Perdi o pé atrás que tinha com algumas pessoas, o medo de me deixar sentir esse carinho. Perdi o meu tempo ocioso em prol da criação. Vou perder um pouco do meu espaço, da minha intimidade, talvez a convivência diária com meus gatos.
Meus ganhos foram tão consideráveis e importantes, que vejo as perdas como algo necessário para administrar tudo isso dentro de vinte e quatro e mais vinte e quatro horas. Infelizmente, esse é o tempo que tenho.
Disso tudo tiro algumas lições.
Perder nem sempre precisa ser ruim, tudo é uma questão de como se encara a perda. Ganhar nem sempre é bom, quem está de dieta não gostaria de ganhar peso, por exemplo. A nossa vida precisa estar organizada para receber os ganhos, e claro, nem tudo a gente controla, mas se alguém possui pauzinhos para mexer, este alguém tem que ser você, se tratando da sua vida.
Aprendi, também, que a gente não precisa ganhar o maior presente, da embalagem mais brilhante. O que vale daquilo que se ganha é o que vai por dentro. E só se sabe o que vai por dentro, quando se aceita uma embalagem meia boca e se arrisca no interior. Falo disso, porque de um modo geral, não ganhamos o melhor, o construímos. No entanto, se tratando de pessoas, eu ganhei a sorte grande, meu presente veio lindo por fora e inigualável por dentro.
De resto, o que se ganha e o que se perde está relacionado com o que se planta e o quão disposto a regar a gente se encontra. Depois de tantas gratas surpresas acho que posso me considerar uma louvável mantenedora do meu próprio jardim.
Desculpem-me, mas a felicidade deixou de bater na minha porta, e agora dança na minha sala. Não sei ser triste, melancólica, poética, nostálgica com um presente tão perfeito.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Completo....
Por Juliana Ramiro
Foi uma questão de encaixe
Nossas escolhas para aquela noite
O gosto pelas mesmas músicas
Nosso jeito de dançar
A nossa dança
Depois veio o primeiro beijo
E um sucessivo encaixe de abraços
O carinho
O desejo
A luta contra a tecnologia
Uma única vontade: a de não perder contato
A primeira mensagem
A primeira ligação
A primeira janta
Mais uma sessão de timidez
Outro encaixe de beijos
Abraços...
Todo o nosso carinho
Uma noite sem dormir
Uma manhã contando histórias
Um convite sem pretensões
Mais um encaixe perfeito
Tímidas declarações
Horas no telefone
Um convite para ouvir
Um pedido para cantar
Uma linda música na história
Olhos que brilham e não se descolam
Mais uma noite de encaixe
A dificuldade de se soltar
A vontade de se ver
O carinho cada vez maior
Mais conversas
Mais declarações
O presente encaixado
Um encaixe de sorrisos
Um encaixe de pensamentos
Um encaixe de vontades
O nosso encaixe perfeito
(Poesia inspirada na música COMPLETO, cantada por Ivete Sangalo)
segunda-feira, 14 de março de 2011
Love In The Afternoon...
Por Juliana Ramiro
Quando a gente resolve passar por uma mudança, seja interna ou externa - como trocar os móveis e a distribuição deles na casa -, a gente sempre se depara com o novo e resgata coisas que ficaram no passado. Esquecidas, perdidas, ocultas, ocultadas. Numa mudança é inevitável viver o novo e reviver o velho, um pouco do que fui, do que tive, do que gostei.
Um título em inglês, uma letra em português. Love In The Afternoon, interpretada pelo grande Renato Russo, faz parte do meu passado. Desde muito nova escuto essa música e ela sempre me trouxe um único sentimento: medo.
Medo de morrer jovem de mais, de perder alguém que gostava muito, de sentir muita saudade, de ter lembranças de tempos felizes, que nunca vou poder resgatar. Medo da vida passar ligeira, de ser levada pelo vento e não saber direito o que foi feito da minha juventude. Se realmente fiz as escolhas certas. E se elas vão me levar pra onde achei que iria.
“Quando eu lhe dizia:
"Eu me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada."
Você sorriu e disse:
"Eu gosto de você também."
Só que você foi embora
Cedo demais...
Eu continuo aqui
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Dia de chuva, dia de sol
E o que sinto não sei dizer.”
Hoje, um novo pensamento me surgiu. Nunca tinha pensado que esta música poderia comportar a narrativa de uma paixão que terminou, não exatamente pela morte, porque as pessoas não precisam perder a vida pra ir embora, mas porque elas morrem do jeito que foram idealizadas por tal paixão.
A gente se apaixona por alguém que imaginamos ser alguém. Costumo pensar que se a gente conhece muito uma pessoa, se torna incapaz de se apaixonar por ela. A paixão vem sempre antes. A gente se apaixona por aquilo que queremos ver, por aquilo que pensamos ser, por aquilo que idealizamos ser possível acontecer.
E claro, embora com o sangue mais frio a gente consiga perceber que foi exatamente isso que aconteceu, quando o sangue ferve a gente cai no mesmo erro. É a mesma paixão que mudou de remetente. E os mesmos cacos que foram deixados para trás.
Às vezes dá saudade? Claro. E em mim dói. Principalmente por saber que minha obra, quem criei para me apaixonar, diante dos meus olhos, NUNCA MAIS SERÁ A MESMA.
E o que sinto? Não sei. Só lamento por teres mudado para meus olhos cedo de mais, cedo demais.
sexta-feira, 4 de março de 2011
O que sobrou de nós foi uma linda árvore lá fora
Por Juliana Ramiro
O que sobrou de nós foi uma linda árvore lá fora
E olho para ela, tentando extrair da sua beleza, uma beleza nossa, que já não existe
Ela é grande, parece forte, e mesmo no escuro, ainda posso vê-la
Possui uma luz própria, que eu queria que nós tivéssemos, para que ficássemos lado a lado mesmo nos dias mais escuros
Em noites de lua cheia, parece que a nossa árvore invade o quarto e me acolhe em seus grandes galhos
Consigo dormir em paz
E pensar que ela sempre existiu e que precisei de ti para vê-la
E agora, a nossa árvore, é só minha
Tudo que construímos neste pouco tempo, vai sendo só meu e só teu
Tem noites que meu coração aperta e choro, pensando que tínhamos tudo para sermos felizes
E ao mesmo tempo, nos faltou o principal
Aos poucos teus detalhes, que me deixaram tão apaixonada, vão sumindo
E já não choro, e já não ligo e já não sonho os mesmos sonhos
E a árvore segue ao meu lado, me fazendo companhia todas as noites
E sendo, pra mim, o que de belo sobrou deste passado
Poesia inspirada na música Un Buen Perdedor, de Sin Bandera
"Y si el viento hoy sopla a tu favor
Yo no te guardaré rencor
No, claro que sé perder
No será la primera vez
Hoy te vas tú, mañana me iré yo"
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
That a hero lives in you…
Por Juliana Ramiro
No meio de uma semana complicada, cheia de surpresas boas e ruins, parei para ouvir Hero, interpretada pela Mariah Carey, como se deve. Esta música tem uma letra linda, uma melodia suave, mas de uma força incomum.
Passei o final de semana com dois amigos mais do que importantes pra mim, um que há anos está ao meu lado, outra que chegou a pouco, mas já tem lugar importante. Indo para Tramandaí, visitar minha mãe, ouvimos está música e começamos a falar sobre ela. Hoje, já a ouvi umas 30 vezes e escolho partes para resumir o momento da minha vida.
“There's a hero, if you look inside your heart.
You don't have to be afraid of what you are.
There's an answer, if you reach into your soul,
And the sorrow that you know will melt away.”
You don't have to be afraid of what you are.
There's an answer, if you reach into your soul,
And the sorrow that you know will melt away.”
Gosto de saber que existe uma resposta para o que julgamos injusto estar acontecendo. Conforta-me o fato de acreditar que tenho um herói dentro de mim, e que meus amigos têm os seus, e de que não precisamos ter medo do que nos espera a frente. Esta estrofe me deixa um pouco mais leve, parece que o fardo diminui ou o nosso poder de suportar aumenta.
“It's a long road, when you face the world alone.
No one reaches out a hand for you to hold.
You can find love, if you search within yourself,
And the emptiness you felt will disappear.”
No one reaches out a hand for you to hold.
You can find love, if you search within yourself,
And the emptiness you felt will disappear.”
Nos últimos dias falo de amor e logo sinto um vazio, uma sensação de impotência e perda. As pessoas que amo estão indo pra longe, porque a vida lhes ofereceu novos rumos, e é impossível não sentir já uma saudade. Normalmente, as pessoas têm saudade do que passou, pois eu sinto saudade do futuro que tanto quis ter.
Saudade dos cafés que iríamos tomar, e das risadas que daríamos, e dos churrascos com karaokê e maionese, e das viagens, e dos abraços com pulinhos, e das divagações, e dos almoços em família, do carinho, enfim, de tudo que teria com os que estão longe ou indo para.
Lord knows, dreams are hard to follow.
But don't let anyone, tear them away- ay ay.
Hold on, there will be tomorrow.
In time, you'll find the way.
But don't let anyone, tear them away- ay ay.
Hold on, there will be tomorrow.
In time, you'll find the way.
Frente a tudo... nos resta viver e, principalmente, sonhar com dias melhores. Sonhar que vamos estar cada dia mais perto, embora hoje mais longe. Sonhar e acreditar que alguém olha por nós e que nosso amanhã existe, e nos reserva um belo caminho.
E se vocês não podem estar fisicamente comigo, saibam que estão aqui dentro.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Adeus...
Por Juliana Ramiro
Nunca precisei me despedir assim tão rápido de alguém que eu quisesse tanto ao meu lado. Infelizmente todas as minhas "coisas boas" não foram suficientes pra ti. Dói muito te ver escorrendo por entre meus dedos, e mesmo não me sentindo culpada por isso, penso que te devo desculpas.
Então, desculpa...
por não ter aparecido num momento mais propício pra ti;
por ter me apaixonado tanto a ponto de te querer cada dia mais;
por ter te feito tão feliz e ter te tirado da fossa, a ponto de te deixar com medo do que poderia ter comigo;
por precisar de mais carinho do que tu pode me dar;
pelas noites ótimas que tivemos, e que agora vão ficar na tua lembrança;
por achar que podia te fazer feliz;
por ter tantos amigos e por querer que tu fizesse parte da minha vida e da deles;
por ter ocupado teu tempo te levando pra conhecer coisas que sempre quis fazer com alguém que realmente fosse especial;
por, mesmo depois do teu fora, acabar te procurando por saudade;
por acreditar que era a pessoa certa e que o momento certo podíamos construir;
por ter ficado tão entregue a ti e por ter feito teus amigos gostarem de mim - agora eles me procuram pra dizer que não se conformam com o que tá acontecendo e acredito que devem te incomodar com isso também;
por todos os torpedos que te fiz trocar comigo, e todas as ligações que te fiz atender;
por ter tentado te dar força quando tu tavas só;
por ter te visto na rua e ter te quisto tanto pra mim;
por não ter te deletado da minha vida, assim que tu me disse que não tava no momento pra isso;
por não ter resistido ao teu beijo naquela festa;
por me preocupar com tua segurança, ter te seguido até tua casa e ter aceito o convite pra subir;
por ter me afastado de todos os meus rolos pra não te deixar com ciúme algum - talvez esses rolos tivesses mantido a nossa falta de compromisso;
por não saber caber do teu lado.
por ter me apaixonado tanto a ponto de te querer cada dia mais;
por ter te feito tão feliz e ter te tirado da fossa, a ponto de te deixar com medo do que poderia ter comigo;
por precisar de mais carinho do que tu pode me dar;
pelas noites ótimas que tivemos, e que agora vão ficar na tua lembrança;
por achar que podia te fazer feliz;
por ter tantos amigos e por querer que tu fizesse parte da minha vida e da deles;
por ter ocupado teu tempo te levando pra conhecer coisas que sempre quis fazer com alguém que realmente fosse especial;
por, mesmo depois do teu fora, acabar te procurando por saudade;
por acreditar que era a pessoa certa e que o momento certo podíamos construir;
por ter ficado tão entregue a ti e por ter feito teus amigos gostarem de mim - agora eles me procuram pra dizer que não se conformam com o que tá acontecendo e acredito que devem te incomodar com isso também;
por todos os torpedos que te fiz trocar comigo, e todas as ligações que te fiz atender;
por ter tentado te dar força quando tu tavas só;
por ter te visto na rua e ter te quisto tanto pra mim;
por não ter te deletado da minha vida, assim que tu me disse que não tava no momento pra isso;
por não ter resistido ao teu beijo naquela festa;
por me preocupar com tua segurança, ter te seguido até tua casa e ter aceito o convite pra subir;
por ter me afastado de todos os meus rolos pra não te deixar com ciúme algum - talvez esses rolos tivesses mantido a nossa falta de compromisso;
por não saber caber do teu lado.
Enfim, desculpa até por aquilo que nem lembro de ter feito. NADA disso estaria acontecendo agora se eu não tivesse me apaixonado por ti naquele dia e não tivesse feito tudo que fiz. Peço desculpa, mas nunca vou me arrepender de ter tentado te fazer e ser feliz ao teu lado.
JURO FAZER O POSSÍVEL PARA QUE TU E MINHA DOR PASSEM O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL.
Adeus.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Como guardar meu amor...
Por Juliana Ramiro
João de Barro, lindamente cantada por Leandro Léo, faz parte das belas canções que compõe o DVD Multishow Ao Vivo da Maria Gadú. Essa música é daquelas pra ouvir alto, de olhos fechados, deixando que ela invada o corpo, tome conta dele, o embale.
Letra simples e curtinha, fico com a última estrofe como a mais significativa:
“Oh meu Deus me traz de volta essa menina
Porque tudo que eu tenho é o seu amor
João de Barro eu te entendo agora
Por favor, me ensine como guardar meu amor”
Porque tudo que eu tenho é o seu amor
João de Barro eu te entendo agora
Por favor, me ensine como guardar meu amor”
Como é difícil guardar um amor, mantê-lo puro, feliz e quente. Como é difícil guardar a pessoa amada, o meu amor. Para guardar um amor a gente precisa mantê-lo vivo. Lidar com o dia-a-dia, com as palavras, os gestos, o que poderia ter sido melhor e, principalmente, lidar com aquilo que foi ruim. E isso é tão difícil.
Doar um olhar de amor a alguém todos os dias é tão difícil como segurar uma imensa vontade de chorar. A gente não consegue. Mas isso não significa que não ame. O amor tá lá, dentro da gente, embolado com tantos outros sentimentos, que vem e vão. Ele PRECISA ser bem guardado.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Simplesmente me abrace...
Por Juliana Ramiro
“E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti”
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti”
Pensando com os meus botões e buscando explicações ou inspirações para que eu pudesse compreender o que estava acontecendo, acabei ouvindo Sutilmente, do Skank , no rádio do carro e a música me deu aquilo que buscava.
Entre tantas canções, tantas emoções, essa música me trouxe o resumo de uma verdade. Quem disse que se relacionar é fácil? Quem disse que sentir algo forte e pesado no peito é o suficiente para se ter só momentos felizes ao lado de alguém?
Nesta semana, descobri algo que no fundo já sabia, mas que não tive o desprazer de sentir na pele antes. Estar com alguém é perceber este alguém. Saber identificar seus pontos fortes, e valorizá-los, identificar os pontos fracos, e saber lidar com eles. E isso, na prática, pode parecer muito mais complicado do que na teoria. E pode trazer muito mais tristeza do que deveria.
O sentimento pra manter a relação eu tinha, tive, tenho, mas a compreensão e a paciência necessária não. Eu não soube como lidar e nem soube dizer como gostaria de ser lidada. Nessas horas o orgulho estraga tudo.
Disso tirei algumas lições:
1 – O sentimento não é suficiente, mas é ele quem faz as pessoas baixarem a guarda, por medo de perder aquilo que foi tão especial.
2 – Mesmo que a atitude da outra pessoa nos deixe triste, chateada, brava, a gente deve contar até três e tentar manter a imagem daquele ser doce que fez com que a paixão nascesse em tão pouco tempo.
3 – Às vezes é muito melhor falar o que tá na cabeça, do que engolir esse sentimento ruim e fazê-lo amargurar o que temos de bom.
4 – Nas horas mais tensas, quando finalmente a gente começa a por tudo pra fora, tentar dizer o necessário, evitar aquelas colocações que tem um único objetivo: provocar.
5 – Se a gente sente falta de um pedido de desculpa, e ele não vem, pedir para que venha não diminui o seu valor.
6 – Por fim, a maior lição que tiro de tudo isso é que um abraço na hora certa, dissolve, sutilmente, boa parte das pedras que existem numa relação. SEMI-namorar é aprender.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
E só precisava do agora pra existir...
Por Juliana Ramiro
Procuro teus olhos entre os meus travesseiros
Os procuro diante dos meus
Estranho estar sem teu cheiro
O dia amanheceu ruim
Os procuro diante dos meus
Estranho estar sem teu cheiro
O dia amanheceu ruim
Nunca quis te guardar numa caixa
Eu só te quis livre pra mim
Pro que parecia encher teu peito
E transbordava aqui
Eu só te quis livre pra mim
Pro que parecia encher teu peito
E transbordava aqui
Pra mim tudo aconteceu na hora
Em cima da hora, naquela hora
E só precisava do agora pra existir
Em cima da hora, naquela hora
E só precisava do agora pra existir
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Desabafo...
Por Juliana Ramiro
Embora eu quisesse saber quem deitou na cama de que gosto tanto, os detalhes e a proximidade dos acontecimentos ferem. Ferem mas não a mim, e sim a tal necessidade de se ter uma certa importância e, principalmente, o estado de calmaria.
A gente pergunta para compreender onde pisa e, no estante seguinte, arrepende-se de ter a resposta. Todo sentimento deveria nascer mais forte e mais seguro que seus antecessores. A instabilidade do posto tende a nos encaminhar à renúncia.
É um passado que não passa, um presente que não se sustenta, um futuro que a gente só pensa. Com os pés pisando em cabeças, a gente se mexe pra ver como se encaixa, e se tem como pagar tal preço.
Um dia é assim, no outro, o cinza ganha cor, e o mesmo lápis que risca este desabafo tem sua outra ponta utilizada para apagar tudo isso do papel, e, logo, com um só abraço, da cabeça.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
“O coração distrai então a sorte vem”
Por Juliana Ramiro
Conversando com uma amiga no MSN, entre tantos assuntos surgiu a necessidade de se ficar sozinha. Sem namoros, rolos, relacionamentos, para se recuperar do desgaste natural que um relacionamento traz e, principalmente, se estudar, se conhecer.
Dentro de um relacionamento, na luta para fazer dar certo, a gente acaba se moldando tanto, que quando se olha no espelho se pergunta se aquilo é realmente um espelho. Eu gostava de ficar em casa numa noite de sexta? Eu passava mais de uma semana sem ver meus amigos? Eu me vestia desse jeito? Eu gostava de usar meu cabelo assim? Eu ia a festas e preferia ficar sentada a passar a noite inteira dançando? Eu ia embora cedo porque tinha que acordar cedo no outro dia, ou pensava no outro dia, como outro dia?
Deixei de ser eu. O ponto é: gosto do que me tornei ou sinto falta daquilo que era? Eu não saberia viver sem olhar no espelho e ver aquela Juliana de que gosto tanto, mesmo que ela seja espalhafatosa, cheia de amigos, festeira, sempre fora da rotina e que isso não combine muito com um relacionamento.
E como a gente perde tempo se moldando, e perde tempo com algo que há muito nos foi ensinado. Quem quando criança não ganhou aquele brinquedo colorido que a peça quadrada se encaixava SOMENTE na quadrada. E a peça redonda entrava na caixa só pelo buraco redondo... A teoria nos foi passada, a gente que não aplica.
E a gente perde tanto tempo com a pecinha errada, até que cansa e precisa dar um tempo, ficar sozinha. E é nesse momento, quando a gente resolve que vai ficar sozinha, que alguém especial aparece. Isso não é regra, mas acontece com freqüência.
“...Mas é exatamente,
Quando a gente tá cansado
O coração distrai então a sorte vem...”
Quando a gente tá cansado
O coração distrai então a sorte vem...”
Sorte ou não, o destino nos dá muitas voltas. Acasos. Descaminhos. A gente erra, se esforça para prender os olhos num ponto que eles naturalmente não querem estar. E depois de tanto esforço, quando a gente opta por não olhar, nossos olhos se prendem sozinhos e a gente não sabe bem o que fazer. ESTRANHO.
“...Era tão estranho,
Te olhar dentro dos olhos,
E ver na minha frente tudo que eu sempre quis
Eu era diferente, dos outros caras de vinte anos
Você era uma chance pra eu ser feliz...”
Te olhar dentro dos olhos,
E ver na minha frente tudo que eu sempre quis
Eu era diferente, dos outros caras de vinte anos
Você era uma chance pra eu ser feliz...”
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
"Adeus ano velho, feliz ano novo"
Por Juliana Ramiro
Como todo mundo mistura Natal e Ano Novo, e se abraça e deseja um ano melhor, e talvez eu só volte a postar no blog em 2011, resolvi antecipar o meu balanço. O mês de dezembro, pra mim, é o que passa mais rápido, a gente emenda uma formatura num amigo secreto, numa festa de final de ano da empresa, e mais um amigo secreto de um grupo de amigos, e mais uma formatura, e sempre tem alguém que faz aniversário, e mais as tentativas de passar um final de semana na praia e as compras para o natal. A gente abre o olho e o bom velinho já tá batendo na porta, e mais uma piscada, um novo ano começa.
O mês de dezembro é o mais rápido, mas todos os outros parecem que correm um pouco mais a cada ano. E já eu não tenho mais 20 anos, e logo não terei mais 30. Confesso que não sou uma pessoa que se preocupa com isso. Vejo tanta gente se preocupar com a idade, como se sofrer por ela trouxesse algo de volta. Cada ano eu me torno melhor, e realizo um sonho. Por isso, quero mesmo que o tempo passe para que eu seja melhor, melhor e melhor e tenha um punhado a mais de sonhos realizados. Não tenho medo de fazer aniversário, por enquanto não.
Neste ano conquistei novos amigos, perdi uns velhos, revivi sentimentos com pessoas que fizeram parte do meu passado, e mantive aqueles que estão na lista dos mais importantes há alguns anos. Vi um amigo mudar de Estado em busca de seus sonhos, acompanhei um pouco do seu sofrimento e fiquei aqui, sempre a espera do seu abraço.
Vi outro amigo ter o ano mais sexualmente ativo de sua vida, e fazer o caminho Caxias-Porto Alegre muitas madrugadas para estar mais perto. Consegui refazer os laços com meu amigo cantor, e ter muitas terças felizes ao seu lado. Conheci uma amigona, que me dá as broncas mais engraçadas do mundo, até mesmo quando eu não preciso, e sei que juntas somos fortes e vamos fazer o mundo melhor. Conversei muitas tardes no MSN com a grande apoiadora do meu blog, e por muito conselheira, filósofa de nossas vidas.
Pude ver a formatura de uma prima, e estar ao seu lado e de uma grande amiga, como nos velhos tempos. Consegui estar mais próxima da minha família, cuidando deles e recebendo seu carinho. Recebi a notícia de que vou ter um irmão mais novo, e de que eu teria a orientadora para a minha monografia que tanto quis.
Vi amigos casando. Ri muitas tarde com uma amiga louca no MSN. Fiz mais amigos de internet, e até conheci uns na noite de Porto Alegre. Fiz uma trilha, conheci lugares, viajei, comprei uma academia, e conheci a cerveja Devassa.
Nas conquistas, dei mais uns passos no término da faculdade, iniciei um curso de Web Design, concluí outro de Instrutor de CFC, e senti o doce de ser professora e ouvir de um aluno que tuas aulas são as melhores e que ele aprendeu muito contigo.
Troquei de emprego, consegui a estabilidade que tanto lutei, vendi um carro, uma moto, comprei outro carro, paguei minhas contas e terminei o ano no positivo. Tirei gatos das ruas, mas fiquei só com a Ana, minha fiel companheira. Nadei, fiz musculação, Box, corri, pedalei, voltei para o Jiu Jitsu. Raspei o cabelo, fiz um moicano, deixei crescer, raspei de novo, pintei de azul.
No trabalho nunca me senti tão à vontade, as pessoas me acolheram bem e posso dizer que já tenho laços de amizade por aqui. Em quatro meses fui anunciada numa nova função, e a promoção está a caminho. Tomei muito chimarrão e comi muita porcaria.
Conheci quem me ajudou a deixar o meu blog mais “profissional” - ele cresceu, e estou trabalhando com uma amigona da época da faculdade, que tinha perdido contato. Juntas, toda segunda-feira, começamos uma dieta, abortada no dia seguinte. Sigo fazendo cadeiras com minha amiga de manhãs mal humoradas na Famecos.
De resto, VIVI. E fui muito feliz, me apaixonei, chorei, ri, dancei e sonhei o meu 2011.
FELIZ NATAL E ANO NOVO PRA TODOS QUE PASSAM POR AQUI.
E MUITO OBRIGADA POR FAZEREM ESTE BLOG COMIGO.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Existe arrependimento sincero?
Por Juliana Ramiro
Estou numa semana daquelas que olho para a minha gatinha, a Ana, e penso que o mundo seria melhor se todas as relações humanas tivessem um pouco dela. A Ana é sempre verdadeira, transparente. Olho pra ela e sei se tá feliz, triste, cansada, incomodada com algo. Depois de tanto confiar nos humanos, vejo que dar créditos a um animal vale mais a pena. Sei que todos os bichos não são iguais - existem gatos traiçoeiros. Mas a Ana não é assim, gosto desse jogo limpo. Ela faz coisas que eu desaprovo, e grito com ela. Entende que não gostei, e vem se chegando, de mansinho, se rolando na minha frente - sua forma de pedir desculpa. E sei que tá sendo sincera. Pisou na bola, todo mundo pisa.
ESTOU FALANDO DE UM ANIMAL. Dizem que o ser humano é mais inteligente que os animais, sendo assim, conversar com um, apontar seu erro e ele entender, me parece algo natural. É? NÃO. O ser humano é egoísta, mesquinho, sujo. Embora seja um ser que depende boa parte da vida de outros para sobreviver, assim que consegue viver sozinho, esquece sua origem e joga sozinho, doa a quem doer.
Uma pessoa viver sozinha eu não vejo problema. Vivo. Acho que todo mundo, em algum momento da vida, anseia seu espaço. Agora morar sozinho é diferente de pensar só em si, como se estivesse sozinho no mundo, como se seu umbigo fosse o palco, e todo o resto, fantoches. ISSO EU NÃO ADMITO.
Uma pessoa que passa por cima de todo mundo, que pisa, humilha, machuca, envolve, morde, bate, e faz tudo isso com um número considerável de pessoas lhe dizendo que isso é errado, feio, sujo, pode, sinceramente, um dia se arrepender de tudo isso? E esse arrependimento é porque Deus é justo e faz ela pagar pelo que fez, ou essa pessoa se arrepende pelo que causou para os outros? É uma questão de onde aperta SEU sapato ou os sapatos alheios?
Não consigo acreditar na sinceridade de um arrependimento tardio. Por que algumas pessoas precisam chegar ao limite de tudo, pra resolver voltar atrás? E todo mau que causaram? Todo sofrimento que deixaram? Como fazer vista grossa a tudo isso e PERDOAR.
Uma pessoa assim merece perdão? Que valor tem o perdão humano? O perdão humano não seria só uma forma de fazer com que essa pessoa possa deitar em seu travesseiro e conseguir dormir tranqüila, feliz e perdoada, enquanto as feridas que deixou continuam arregaçadas? Eu não consigo entender a ingratidão humana.
Acho que a gente é ingrato, principalmente, quando é criança. Lembro que minha mãe fazia o almoço, em tempo recorde, porque já tinha mais um turno de trabalho pela frente, e eu reclamava da comida, não queria comer. Muitas vezes ela chorava, triste com a minha atitude, e aquilo partia meu coração de tal forma, que tudo que eu queria naquele momento era me causar uma dor maior, para que pudesse de alguma forma pagar por aquilo. E eu me batia, me apertava, socava a parede, e dizia pra mim que nunca mais seria daquele jeito. E confesso que até hoje, às vezes, me sinto ingrata, mas nos primeiros sintomas de ingratidão, já tento reverter o jogo. E é por isso que não consigo entender como as pessoas podem ser tão ingratas, e de tantas formas, e por tanto tempo, e deitar a cabeça no travesseiro e dormir.
Isso tudo me causa uma revolta, um nó na garganta. Seja a ingratidão comigo ou com qualquer outro inocente.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Dinheiro traz felicidade...
Por Juliana Ramiro
Antes de mais nada, gostaria de me desculpar pela ausência de posts nas últimas semanas. Final de semestre, ainda não consegui terminar a faculdade, então novembro é o mês D.
Tive que entregar meu projeto de monografia e lutar para ter a orientadora que realmente confio para meu trabalho. Deu tudo certo. Mais uma vez pelo caminho mais penoso, porém TUDO CERTO.
Eu não costumo falar em dinheiro, embora desde muito cedo tenha aprendido seu valor. Meus pais se casaram muito jovens, muito cheios de sonhos, de vontade, mas com pouca grana. Quando eu e meu irmão nascemos a coisa ficou mais apertada ainda. Posso dizer que tive uma infância humilde e, dentro daquela realidade, feliz.
O valor que dou para o dinheiro devo aos meus pais. Quando tinha uns 6 para 7 anos, eles estipularam uma mesada de 10 reais para mim e meu irmão, e nós deveríamos administrá-la até o próximo começo de mês, sem chamadas extras. Eu não fui daquelas crianças que ganhavam dinheiro para merenda na escola, fazia minhas refeições todas em casa. Nem fui daquelas que ia ao supermercado com os pais e colocavam tudo no carinho e, se algo fosse negado, abriam a maior goela e faziam um verdadeiro circo. Tanto eu quanto meu irmão aprendemos a pedir as coisas e entender quando o dinheiro tava curto. A mãe sempre conta que meu irmão pegava uma bolachinha recheada na mão e dizia: Mãe, esse mês tu tens dinheiro pra eu levar uma bolachinha? Se ela dizia que não, ele largava na prateleira e seguia agarrado no carinho.
Sempre tive uma visão empreendedora e um gosto mais barato. Meu irmão pegava o dinheiro dele e comprava um boné, que depois seria vendido para os amigos pela metade do preço, ou dado. Já eu dividia meu dinheiro nas semanas do mês, e toda semana, ia numa bazar “1,99”, a maravilha da minha infância, e comprava um brinquedo novo, ou uma peça de roupa. Uma vez apareci com um chinelo imitação de Rider, daqueles que era impossível correr com eles, porque não tinham a tira para prendê-los entre os dedos do pé. O fato de eu ter comprado meu próprio chinelo me encheu de orgulho. Na época não entendia muito bem aquela sensação, mas como era boa, seguia fazendo coisas para senti-la. E, claro, o que sobrava das compras no 1,99, juntava e comia de bala no bar da escola, como toda criança.
E foi essa sensação boa, de ter as minhas coisas, fazer minhas escolhas, e administrar minhas finanças, que me acompanhou por toda adolescência. E assim que pude, consegui meu primeiro estágio. E com o primeiro salário comprei um taco de sinuca importado, profissional. E mesmo que esse taco, hoje, não me sirva pra nada, na época foi gratificante poder entrar na loja e escolher o taco do meu gosto, que cabia no meu bolso, e pagar por ele, depois de um longo mês de trabalho.
De lá pra cá, estou com 22 anos, é isso que tenho feito. Batalhado pelo meu dinheiro e gasto ele com coisas que me fazem feliz. O dinheiro não traz felicidade? Traz sim. Traz felicidade para quem sabe ser feliz. E eu sei.
E fico feliz de ir ao shopping e poder comprar um presente de natal para minha mãe. Um presente não. O presente que eu acho que ela merece, que combina com ela. Poder dar esse mimo a ela me faz feliz.
E meu dinheiro não compra amigos, mas me dá a oportunidade de visitar os meus que estão distantes. E de encontrar os que estão por perto, de me divertir com eles.
E meu dinheiro não me dá cultura, mas me permite ir ao cinema, comprar livros, ir ao teatro.
E meu dinheiro não me bastaria para ser feliz, mas realiza alguns dos meus sonhos, e me traz cada vez mais sensações boas. De deixar a casa numa zona e voltar sentindo aquele cheirinho de limpeza, de simplesmente decidir ir, ir para qualquer lugar, por qualquer motivo, e ter o meio de chegar lá e voltar. Tantas coisas. Tantas sensações.
Repito, o dinheiro traz felicidade para quem sabe ser feliz.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Questões da semana...
Por Juliana Ramiro
1 – Porque todo dia de verão parece final de semana?
2 – Porque toda vez que a gente paga uma conta chega outra?
3 – Porque as oportunidades vêm todas ao mesmo tempo?
4 – E porque a gente abraça o que dá e o que não dá também?
5 – Porque tudo na faculdade tá marcado pra novembro?
6 – Porque quanto mais se precisa de tempo, mais coisa se tem pra fazer?
7 – Porque as pessoas nos surpreendem positivamente, mas negativamente também?
8 – E porque o lado negativo pesa tanto e incomoda tanto na cabeça?
9 – Porque as melhores festas acontecem no mesmo dia?
10 – Porque os amigos e os programas chegam todos ao mesmo tempo?
11 – Porque uma coisa tem que depender de outra, que depende de outra, e é impossível conseguir fazer uma lista de tarefas para serem feitas em ordem?
12 – Porque gastar R$ 12 com um trabalho que vai para uma gaveta?
13 – Porque o aluno dedicado paga pelo desistente?
14 – Porque a gente só tem 48 horas de final de semana?
15 – E porque quando se pensa em ir pra praia chove, quando se decide ficar na capital a previsão é de 32 graus?
16 – Porque eu não consigo parar de buscar respostas enquanto o mundo semi-desaba na minha cabeça?
Quem quiser juntar suas questões as minhas e aumentar a lista, sinta-se a vontade!!!
Quem quiser juntar suas questões as minhas e aumentar a lista, sinta-se a vontade!!!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Ser feliz é tudo que se quer...
Por Juliana Ramiro
Mexendo nos meus vídeos favoritos do Orkut encontrei a versão de uma música que já era linda, mas que de cara nova ficou ainda melhor. Paixão, originalmente cantada por Kleiton e Kledir, agora interpretada pela Cláudia Leite. Na nova versão ela ficou mais animada, mais dançante, contudo, o que sempre julguei o ponto forte dessa música foi a letra. É poesia, é sentimento, é sensação, são os detalhes de uma paixão. Detalhes que a gente tenta esconder, no entanto, sempre entrega, e se entrega muito.
“Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar...”
Quem não se encharca de perfume? E faz isso para ser marcante para aquela pessoa que já nos marcou e marca tanto. E não é só o perfume, a paixão se constrói no detalhe. São os pedaços de duas vidas, de dois corpos que vão se encaixando, quanto mais encaixa mais forte é, mais se sente. Acho que na paixão não vale falar de tempo. Não é porque encaixa que vai durar mais, tempo é disposição. Paixão é mais que isso.
Pra mim a paixão dura o tempo que tem que durar, depois amadurece, envelhece e vira amor, ou some deixando lembranças. Depois de uma paixão conviver com o amor e dar valor para ele me parece tão difícil quanto ter sido jovem e, agora velho, entender que o corpo já não é o mesmo, o mundo já não é o mesmo, e já não se tem tanto tempo pela frente.
Pra quem tem fascínio pela paixão, aprender a amar o amor não é tarefa fácil, mas deve valer a pena. E deve trazer muita coisa boa. O segredo do “pra sempre”, pra mim, é quando a gente consegue amar e se “reapaixonar” pela pessoa que amamos. Fazer isso todo mês, toda semana, todo dia, toda hora. Ser um velho com a febre de um garoto. Enquanto isso não acontece fico com a paixão. Ahhh, essa paixão.
“...Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que
De paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou...”
Mexendo nos meus vídeos favoritos do Orkut encontrei a versão de uma música que já era linda, mas que de cara nova ficou ainda melhor. Paixão, originalmente cantada por Kleiton e Kledir, agora interpretada pela Cláudia Leite. Na nova versão ela ficou mais animada, mais dançante, contudo, o que sempre julguei o ponto forte dessa música foi a letra. É poesia, é sentimento, é sensação, são os detalhes de uma paixão. Detalhes que a gente tenta esconder, no entanto, sempre entrega, e se entrega muito.
“Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar...”
Quem não se encharca de perfume? E faz isso para ser marcante para aquela pessoa que já nos marcou e marca tanto. E não é só o perfume, a paixão se constrói no detalhe. São os pedaços de duas vidas, de dois corpos que vão se encaixando, quanto mais encaixa mais forte é, mais se sente. Acho que na paixão não vale falar de tempo. Não é porque encaixa que vai durar mais, tempo é disposição. Paixão é mais que isso.
Pra mim a paixão dura o tempo que tem que durar, depois amadurece, envelhece e vira amor, ou some deixando lembranças. Depois de uma paixão conviver com o amor e dar valor para ele me parece tão difícil quanto ter sido jovem e, agora velho, entender que o corpo já não é o mesmo, o mundo já não é o mesmo, e já não se tem tanto tempo pela frente.
Pra quem tem fascínio pela paixão, aprender a amar o amor não é tarefa fácil, mas deve valer a pena. E deve trazer muita coisa boa. O segredo do “pra sempre”, pra mim, é quando a gente consegue amar e se “reapaixonar” pela pessoa que amamos. Fazer isso todo mês, toda semana, todo dia, toda hora. Ser um velho com a febre de um garoto. Enquanto isso não acontece fico com a paixão. Ahhh, essa paixão.
“...Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar
Tens um não sei que
De paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou...”
sábado, 13 de novembro de 2010
Volte logo, meu amor...
Por Juliana Ramiro
Aconteceu.
E nem pude fugir
E nem quis
Quis mais
E quanto mais quis mais tive
E quanto mais tive maior foi a certeza
Tua pele
Teu gosto
Teu jeito
Teu carinho
Teu eu
Agora são meus
“De repente fico rindo à toa sem saber por que
E vem a vontade de sonhar de novo te encontrar
Foi tudo tão de repente, eu não consigo esquecer
E confesso tive medo, quase disse não
E meio louca de prazer lembro teu corpo no espelho
E vem o cheiro de amor, eu te sinto tão presente...
Volte logo meu amor”
Volte sempre logo, meu amor...
sábado, 6 de novembro de 2010
Eu só queria saber remendar este rasgo...
Por Juliana Ramiro
Escrevo porque minhas palavras são minhas lágrimas que escapam pelos meus dedos. Meu corpo chora e eu não consigo liberar nem se quer uma lágrima. Tenho medo. Quando a primeira delas sair, não sei o tempo que vai durar até vir à última. Estas partículas de mim eu venho guardando há muito tempo. Julguei que assim ficava mais protegida, dos outros e de mim. Essa semana ou a passa, já nem sei bem, ouvi de uma pessoa a seguinte frase:
“Tu ainda vais ver que só eu te amo desse jeito, com tanta verdade, e vais te arrepender por estar levando as coisas assim”.
Confesso que não é a primeira vez que escuto algo do tipo, e só hoje consegui ver tamanha sinceridade nestas poucas palavras. E é a primeira vez que dói. Eu sei que não caibo nesse amor, e até agora eu nunca soube caber ou me fazer caber, e já nem sei se tenho tal pretensão, mas eu reconheço o quão importante ele é pra mim.Mesmo que eu não consiga retribuir esse amor do jeito que ele deve ser retribuído, eu não devia ter ido tão longe, e ter feito tão triste o que um dia soube me fazer feliz.
Eu estive cega, ou sou cega. Quando parece tudo bem, tenho meus olhos envolvidos por um pano cheiro de novidade, desafio, conquista, e eu já não consigo ver nada, ou tudo que tem por trás dele. Minha sede de novidade ora me machuca, ora me diverte. Dessa vez machucou alguém que eu não queria. Eu queria saber olhar nos olhos dessa pessoa e dizer eu até gostaria que ela fosse feliz com alguém, e acho que isso até seria sincero. Só não queria que ela fosse feliz, sendo triste comigo.
Eu queria saber parar, porque isso eu não consigo. Primeiro eu quero um beijo, depois eu quero mais tempo, quero um corpo, um desejo, um prazer, eu quero tudo, e quando chego nisso tudo....me volto pro nada. Para outro nada. Eu só queria saber fazer alguém feliz ou saber remendar este rasgo, este rasgo.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
“Não sou eu que me faço voar, o amor é que me voa”
Por Juliana Ramiro
Feriado cheio de programações e paixões. Recebi um convite do meu amigo Léo para ir visitá-lo em Caxias do Sul e, no dia 2, terça-feira, fazer uma trilha em Cambará do Sul, para conhecer os Cânions de lá. Sabia que seria puxado, mais de 30 km de caminhada, no sol, sem ter muito onde parar, carregando comida e água nas costas, sem guia. Aceitei o desafio. E de lá, além do cansaço e algumas queimaduras pelo corpo, trouxe algo marcado nos meus olhos e ainda um pouco mais pra dentro.
Cheguei à ponta da primeira pedra, olhei para baixo e vi uma imensidão verde, doce e ao mesmo tempo feroz, intocável, no entanto, bem na minha frente, ao alcance de um pulo. Calma. Não entendam este pulo como uma tendência suicida, é mais que isso. Chegar à ponta da pedra, próxima daquela imensidão, trouxe-me a mesma sensação de quando me vi apaixonada pela primeira e todas às vezes.
Senti um frio me correr na espinha, um alvoroço na barriga, uma vontade de sorrir, de gritar, de abrir os braços e deixar que o vento tocasse meu corpo. Cada pedra que cheguei o mesmo sentimento, porém como uma bela novidade, sempre nova, sempre única, sempre minha.
Durante todo o caminho não pensei em voltar, ou desistir, eu queria chegar à ponta da próxima pedra, apaixonar-me de novo. Ter aquela paixão forte, ardida, dessas que nos fazem largar tudo, e se acostar com quase nada, mas precisar sempre de mais. Eu tive sede, e mesmo sem água eu teria seguido na trilha, minha sede por aquele sentimento, naquele momento, era maior que qualquer outro desejo.
Hoje, já acostumada com a falta da paixão, penso que se tudo que eu me apaixonasse fosse como um Cânion eu estaria feliz. Apaixonar-se por gente é a certeza de mais um ADEUS. A gente se apaixona, a paixão vai embora sem nem nos avisar, e as pessoas vão com ela, na mesma velocidade e frieza. A paixão que senti na ponta da pedra, eu posso voltar para buscá-la, sempre que quiser refazer a trilha, a escolha é minha, e ela vai estar sempre lá, a espera de meus olhos.
“...Não sou eu que me faço voar, o amor é que me voa
E atravessa o vazio entre nós pra te dar a mão
Não sou eu que me faço voar, o alto é que me voa
Meu amor é um passo de fé no abismo em seu olhar...”
E atravessa o vazio entre nós pra te dar a mão
Não sou eu que me faço voar, o alto é que me voa
Meu amor é um passo de fé no abismo em seu olhar...”
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Meu plano....
Por Juliana Ramiro
Vira e mexe eu acho essa música nos meus guardados, e ela sempre balança comigo. A versão da Myllena ficou ótima. Arriscaria dizer que ela conseguiu deixar a canção melhor – para o meu gosto, claro.
A música já me fez pensar muito e de muitas formas. Desta vez, mais precisamente hoje pela manhã, fiz-me a seguinte indagação: até que ponto vale a pena ter um plano? Tudo na minha vida tem ou teve um mega plano. Um plano de ação, de palavras, de tempo, de espaço - como diz a velha frase: tudo friamente calculado.
E pra que? Pra vida me dar uma bela rasteira e me enviar um tweet, com MENOS de 140 caracteres dizendo: você pode planejar o quanto quiser, mas sou eu que te levo. #toma
Brincadeiras a parte, quanto tempo a gente perde planejando? Ou a gente planeja tanto que nem dá tempo de executar. Ou, pior, a gente planeja, planeja, planeja e quando um pequeno detalhe nos escapa, achamos que a operação entrou pelo cano.
Depois de muito tempo, a lição que tiro de todos os meus planos é que planejar dói. E eu sempre pensei que sofria quem não tinha um plano, quem tava perdido, arrastado pela maré das circunstâncias. Hoje, acho que os meus perdidos do passado são os que realmente entenderam o recado da vida e se preocupam apenas em viver o que ela lhes oferece. E agora a perdida sou eu, que fico tentando lutar contra algo que nem sei dizer ao certo o que é. Destino? Vida? Tempo? Razão? Caminho? Ordem? Desordem? Divino?
“Mesmo sem sentido ,sem motivo, sem qurer
Andei fazendo planos pra você
Pra você eu faço tudo e um pouco mais
Pra você ficar comigo e ninguém mais
Largo os compromissos
Deixo tudo ao lado
Você tenta em vão me convencer
Que é melhor não fazer planos pra você”
Em vão? Não mais. A partir de hoje meu plano vai ser não planejar tanto e viver. Tô com sede de vida e excesso de papeis rabiscados que, agora, depois da tal resteira, não servem pra mais nada.
Eu sei que mudar um comportamento é tão difícil como abandonar a sua origem, os detalhes de onde se veio. Mudar o que se tinha como o caminho correto é tão assustador como quando a gente tem medo e alguém nos olha nos olhos e diz: pula e confia. A idéia é tentar, ao menos chegar até o momento do pulo.
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